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Perdidos (ou os que procuram lugar)

por Hugo Sampaio, em 07.09.15

Todos temos opiniões (felizmente), já houve tempos em que não foi assim, já houve tempos em que um português, como você ou como eu, era perseguido, preso e até torturado por ter uma opinião, por se manifestar contra aquilo que o obrigavam a acreditar ou por ser contra o regime da altura. Eramos perseguidos por pensar de uma maneira diferente.

Na Síria, a população vive no meio de um feroz combate entre o regime de Bashar al-Assad, que é um feroz ditador, ou seja, persegue e mata a própria população, e entre vários grupos de armados que por um lado lutam entre si e por outro lutam para destituir do poder o ditador Bashar al-Assad. Pelo meio desta dura guerra civil as populações ainda têm de lidar com o estado islâmico que luta contra todas as outras facções e tenta tomar controlo de todos os territórios da região impondo a sua própria lei fundamentalista. 

Neste momento é um país destruído (se é que lhe podemos chamar país tal é o nivel de destruição) sem condições de vida nem de saúde para os sirios, qualquer um de nós se pensar dois segundos e se tentar colocar no lugar daquelas pessoas faria o mesmo que eles fazem neste momento, qualquer um de nós agarrava na familia e partia de malas e bagagens para tentar pelo menos sobreviver. Se pensarmos bem só nos ultimos quatro anos quantas pessoas saíram do nosso país devido ás fortes medidas de austeridade e falta de emprego?

Gostava que todo o mundo olhasse para a Síria com outros olhos, gostava que as pessoas não caíssem no populismo demagogo e xenófobo de discurso fácil contra a população Síria. É esta a hora da Europa e do mundo reagir, é a hora de exigirmos que os líderes que ajudaram a criar a situação caótica do médio oriente assumam as suas responsabilidades. 

 

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publicado às 19:08

Insubmissos e os outros queixinhas

por Hugo Sampaio, em 05.07.15

democracia.jpg

 

 

A submissão é um acto ou acção de se submeter a algo ou alguma coisa, é deixar-se dominar passivamente, uma forma de vassalagem ou servidão. Este acto pode ser uma acção pejorativa quando um individuo (ou um povo) é sujeito a humilhação devido à sua condição.


Nós os portugueses sabemos bem o significado desta palavra, sabemos na pele o significado de um governo que se submete a tudo e a todas as ordens alemãs ou de organismos não eleitos democraticamente como o FMI.

 

A submissão de um governo custou a Portugal vários milhões de euros e uma enormidade de custos sociais, perdemos empregos, rendimentos, saúde, empresas públicas, perdemos um estado, destruímos um país pela subordinação aos mercados e credores. Tantos anos de submissão e subordinação trouxeram a Portugal a ditadura pelo medo fazendo com que as pessoas assumam que o caminho que foram obrigados a tomar é o único a seguir, mesmo isso não sendo a verdade. Estes anos fizeram com que os portugueses perdessem a confiança na democracia acreditando em tudo que os senhores da Europa dizem e insurgindo-se contra aqueles que, como a Grécia, têm a coragem de dizer não à ditadura da união europeia defendendo o que acham melhor para a sua população, apesar de todas as chantagens que levantaram contra si.

 

Sim, por incrível que possa parecer, as políticas podem ser dirigidas para defender as pessoas e não só para defender as empresas e os mercados. A Europa durante muitos anos perdeu o foco e a linha de orientação, tomaram-se decisões em organismos não eleitos que possuem força para humilhar países, tomaram-se decisões contra as pessoas e pelas empresas e interesses económicos aliás, consegue-se até decidir sobre o futuro de países em organismos que oficialmente não o são como por exemplo o eurogrupo.

 

Finalmente na Europa apareceu um governo que foi capaz e teve a coragem de dizer «Não» aos tubarões europeus, que foi capaz de marcar um referendo sobre o seu futuro deixando a população decidir da forma mais democrática possível.

 

Esperemos que este «Não» e que esta coragem se alastre pela Europa fazendo os lideres mudarem de politicas direccionando-as para a democracia, para a igualdade, para o respeito mutuo e para o beneficio das populações. Que seja um vento da mudança pelo povo e para o povo vindo mais uma vez do berço da democracia.

 

Viva a Grécia, Viva a democracia.

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publicado às 19:23

Não estou nem aí!

por Hugo Sampaio, em 06.04.15

Podia estar a preparar um post sobre o tempo ou sobre os problemas que vou ter para desgastar tudo que ingeri neste período, mas não,  Pedro Santana Lopes decidiu atirar ao ar o nome de Paulo Portas como um potencial bom candidato a Belém e vai daí uma pessoa solta gargalhadas, o próprio neurónio de Santana deve ter soltado gargalhadas. É normal que Portas tenha reagido com um "não estou nem aí", nem está ele nem está ninguém no seu perfeito juízo. Portugal já teve a sua dose de Paulinho das feiras para muitos e bons anos. A possível reeleição desta coligação nas próximas legislativas já é ameaça suficiente a pairar no ar e vem Santana assustar a gente? Volte lá para dentro que tem muito que fazer na Santa Casa.

Futuro Santa Casa em risco (link)

Apodrece Tuga, Santa Casa (link)

Entrevista SicNoticias

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publicado às 19:30

Sérgio Sousa Pinto é um doce

por Hugo Sampaio, em 05.04.15

A páscoa vem e  traz paz, amor, amêndoas e frases doces de Sérgio Sousa Pinto. Ainda o suposto cristo estava deitado no mausoléu a umas horas de ressuscitar e Sérgio Sousa Pinto entra no facebook, provavelmente já em fase de festejo pré pascal, e decide arrasar Antonio Sampaio da Nóvoa dizendo: “Não lhe basta a sublime virgindade de, em 60 anos, nunca se ter metido com partidos, de que fugiu como do tifo. Também parece que agradece a Deus a graça de ser pobre”. Parece que é um problema para um homem do aparelho que se apoie um candidato independente. Será muito bonito de ver como ficará a imagem do PS se, depois destas declarações, o PS decidir apoiar Antonio Sampaio da Nóvoa, esse tal candidato que não é da esquerda de Sérgio Sousa Pinto (o deputado que procura a esquerda mas que deve ser ambidestro).

Sérgio Sousa Pinto

 

Até ao momento Antonio Sampaio da Nóvoa é o meu candidato, pode mudar, pode não mudar, mas uma coisa tenho a certeza, é um homem de esquerda, com ideias claras, com trabalho feito e fora de aparelhos partidários não cedendo a interesses da máquina. É acima de tudo um homem com consciência social que tanto nos tem faltado nos mandatos de Cavaco.

 

 

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publicado às 21:52

Igualdade ou nem tanto

por Hugo Sampaio, em 08.03.15

O Dia da Mulher deixa-me sempre bastante dividido, por um lado é uma data histórica a celebrar marcado pelas lutas feministas e da igualdade, por outro deixa-me a pensar que a existência do Dia da Mulher é a prova que ainda há um grande caminho a percorrer na luta contra as desigualdades pois, se assim não fosse, não seria necessário um dia para as pessoas se lembrarem da existência da Mulher.

Não nos deixemos ceder à celebração comercial que retira todo o significado deste dia, deve ser sim mais um dia de reflexão sobre todas as lutas feministas e suas conquistas ao longo da história, deve ser um dia de lembrar todas as vitimas de violência doméstica e de refletir sobre as desigualdades a que assistimos todos os dias.

 

 

P.S. -> amanhã também é um bom dia para celebrar e para lutar contra a opressão da mulher e contra a estrutura patriarcal

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publicado às 09:17

A ver

por Hugo Sampaio, em 05.03.15

Há ainda e felizmente pessoas que lutam para que tenhamos uns dias melhores. Pessoas que se levantam e lutam contra desigualdades, contra austeridade mesmo que seja disfarçada de uma coisa fofinha, contra esta política da subserviência à Alemanha e que ainda arranjam tempo para "perseguir" com empenho uns certos banqueiros.

Uma entrevista a ver para conhecer uma dessas pessoas.

Link

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publicado às 20:24

Portugal está melhor

por Hugo Sampaio, em 03.03.15

Portugal está melhor as pessoas é que "coiso". Link bom

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publicado às 22:07

2015, mudança ou nem tanto?

por Hugo Sampaio, em 03.01.15
2014 foi duro, foi um mar cheio de tormentas e intempéries, passamos pelas mordaças da austeridade que teimam em não nos largar e não nos largarão enquanto não formos capazes de romper com este arco governativo. Muitos continuam eternamente presos ao desemprego, outros agarrados a situações de trabalho precário com estágios intermináveis ou com remunerações inferiores ao permitido por lei trabalhando ilegalmente e sem condições para poderem por o "pão na mesa". Muitos vivem situações de pobreza extrema, passam extremas dificuldades, passam fome e muitos desses são nossos primos, nossos amigos, vizinhos...

Até quando?

2015 não será um ano de mudança mas um ano de desafios. Passaremos possivelmente por uma ilusão de recuperação económica devido a ser um ano de eleições e sabemos que estes anos são sempre atípicos, cabe aos portugueses não caírem nas mentiras e rasgar com as amarras da austeridade.

A direita afirma que o caminho é este e que a austeridade resulta e resulta mesmo, mas só para alguns e é certo pois vemos que Portugal é dos países mais desiguais em que mais de metade de toda a riqueza concentra-se em 10% da população, e durante 2014 esses "ricos" enriqueceram ainda mais mesmo tendo sido a bolsa portuguesa a quarta com pior prestação em todo o mundo durante o ano de 2014 caindo cerca de 27%.

Será mesmo 2015 o ano da mudança?

Deixo o desejo que seja mesmo um ano que conseguimos realmente romper com a politica da austeridade, do amiguismo, dos boys e com a politica do "arco da corrupção".

Beijinhos na barriga e bom ano

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publicado às 14:14

Má fama? (o navio mal afamado)

por Hugo Sampaio, em 25.09.14
O navio largou ancora de Lisboa numa manhã de nevoeiro, saiu com uma força rompante em direcção ao mar alto, fez-se com bravura e sem olhar a vozes que o avisavam dos perigos. Largou com a força e coragem de 1000 homens, e com a estupidez e irresponsabilidade de outros tantos.

Em mar alto, no meio de uma tempestade digna das melhores fábulas de seres marinhos que comem barcos e perante as adversidades fez-se um diagnostico ao estado da embarcação.

O primeiro comissário responsável por contratar e colocar os marinheiros nos seus postos, esse que era matemático e possuía uma formula inovadora que se dizia capaz de contratar os melhores e apenas os necessários foi o primeiro a apresentar os seus resultados. Todos aguardavam no convés quando o comissário chegou, caminhando altivo e com uma confiança de ferro, olhou de alto para todos, fez uma pequena pausa para respirar fundo e disse:

"A formula matemática falhou, alguns dos melhores marinheiros ficaram em terra, outros foram limpar latrinas e alguns dos piores ficaram responsáveis pela navegação, o que está feito está feito. Peço desculpa"

O segundo comissário era responsável judicial a bordo deste navio, era responsável por julgamentos, por licenças e por toda a documentação a bordo do navio. Tinha sido incumbido de organizar todos os escritórios e documentos do navio. Aproximou-se do cimo dos degraus caminhando forte, era uma mulher temível.

"Boa noite, a organização dos documentos e dos escritórios correu como planeado, peço desculpa por qualquer percalço mas só perdemos metade dos documentos e não sabemos muito bem onde estão os outros, mas nada de preocupante, estou muito orgulhosa."

Apareceu o comandante para acalmar os marinheiros dizendo que façam o barulho que fizerem nada fará a cabeça destes comissários rolar.

Como é sabido um marinheiro só pode ser pago em rum, nada mais, é a lei, mas dizem certas vozes que quando o comandante era marinheiro recebeu vinho e rum sem nada dizer ao comandante da altura. Ele diz que não se lembra mas só saberemos a verdade quando este navio perdido no mar alto, levado pela tormenta chegar a bom porto.

Por estes dias a má fama calça sapatos de ministro, do primeiro e dos seguintes. A má fama tem a forma de chefe de governo, por vezes é responsável por uma espécie de justiça (ou falta dela) e por outras assume a forma de matemático que não sabe fazer contas.

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publicado às 20:06

o seu problema é inflamação senhor

por Hugo Sampaio, em 27.12.13
Mais um ano de extremas dificuldades que passa e a perspectiva para o próximo não é muito melhor. O governo que nos desgoverna festeja a hipótese de conseguir atingir e respeitar a meta do déficit, claro que é motivo de orgulho mas não nos podemos esquecer que essa mesma meta já foi aumentada duas vezes para puder ser cumprida, e não esqueçamos também que essa meta assassina só será cumprida à custa do sangue, suor e lágrimas de todos os portugueses. Perdão, todos não, pois verificamos este ano que com a crise as grandes fortunas cresceram sem serem taxadas por este governo.

O ano 2014 será mais um ano difícil pois já sabemos à partida que vamos ter aumentos na energia, telecomunicações, transportes, arrendamento, iuc, taxas moderadoras dos hospitais e etc etc etc...http://www.publico.pt/economia/noticia/o-que-vai-ficar-mais-caro-e-os-precos-que-se-mantem-em-2014-1617641

Sabemos que os orçamentos familiares já são apertados resta saber como sobreviverão as pessoas em 2014 com o aumento do preços em tantos bens essenciais. O que mais me deixa triste e revoltado é que Portugal, um dos países com ordenados mais baixos da ue, um dos países com mais desigualdade, um país onde os mais pobres sofrem cada vez mais é também um país que pratica dos preços mais elevados.

http://www.pordata.pt/Europa/Precos+da+electricidade+para+utilizadores+domesticos+(PPS)-1479

http://www.pordata.pt/Europa/Precos+das+telecomunicacoes+chamadas+locais++chamadas+nacionais+e+chamadas+internacionais+para+EUA+(Euro+ECU)-1501

http://www.pordata.pt/Europa/Precos+do+gas+natural+para+utilizadores+industriais+e+domesticos+(Euro+ECU)-1478

Resta esperar pela próxima vingança manhosa pelo chumbo constitucional ou seja, mais um brutal aumento de impostos.

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publicado às 20:29


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