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Olha a Máscara!

por Hugo Sampaio, em 25.02.15
Olha a máscara Costa olha a máscara

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publicado às 19:13

"A esperança está a chegar"

por Hugo Sampaio, em 23.01.15
"A esperança está a chegar" e com certeza que chegará no domingo envolta na bandeira tricolor do Syriza. É um momento histórico e desejado pela chamada "esquerda radical" por toda a Europa porque com esperança será um ponto de viragem, será um caminho de exemplo que todos à sua maneira poderão seguir e será também uma voz forte na Europa contra as politicas de austeridade que tanto têm empobrecido países, destruído empregos e serviços públicos. Será também Alexis Tsipras uma voz contra o domínio alemão que assola a europa. Sabemos bem que há interesses instalados e que esses lutarão sempre para impor os interesses do capital acima dos interesses dos povos. Será uma luta difícil mas com esperança e perseverança os que se assumem como de esquerda radical estarão cá para lutar.http://www.publico.pt/economia/noticia/ministro-frances-abre-espaco-a-renegociacao-da-divida-grega-1682717syriza1

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publicado às 12:51

je suis charlie

por Hugo Sampaio, em 09.01.15
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publicado às 00:42

2015, mudança ou nem tanto?

por Hugo Sampaio, em 03.01.15
2014 foi duro, foi um mar cheio de tormentas e intempéries, passamos pelas mordaças da austeridade que teimam em não nos largar e não nos largarão enquanto não formos capazes de romper com este arco governativo. Muitos continuam eternamente presos ao desemprego, outros agarrados a situações de trabalho precário com estágios intermináveis ou com remunerações inferiores ao permitido por lei trabalhando ilegalmente e sem condições para poderem por o "pão na mesa". Muitos vivem situações de pobreza extrema, passam extremas dificuldades, passam fome e muitos desses são nossos primos, nossos amigos, vizinhos...

Até quando?

2015 não será um ano de mudança mas um ano de desafios. Passaremos possivelmente por uma ilusão de recuperação económica devido a ser um ano de eleições e sabemos que estes anos são sempre atípicos, cabe aos portugueses não caírem nas mentiras e rasgar com as amarras da austeridade.

A direita afirma que o caminho é este e que a austeridade resulta e resulta mesmo, mas só para alguns e é certo pois vemos que Portugal é dos países mais desiguais em que mais de metade de toda a riqueza concentra-se em 10% da população, e durante 2014 esses "ricos" enriqueceram ainda mais mesmo tendo sido a bolsa portuguesa a quarta com pior prestação em todo o mundo durante o ano de 2014 caindo cerca de 27%.

Será mesmo 2015 o ano da mudança?

Deixo o desejo que seja mesmo um ano que conseguimos realmente romper com a politica da austeridade, do amiguismo, dos boys e com a politica do "arco da corrupção".

Beijinhos na barriga e bom ano

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publicado às 14:14

Má fama? (o navio mal afamado)

por Hugo Sampaio, em 25.09.14
O navio largou ancora de Lisboa numa manhã de nevoeiro, saiu com uma força rompante em direcção ao mar alto, fez-se com bravura e sem olhar a vozes que o avisavam dos perigos. Largou com a força e coragem de 1000 homens, e com a estupidez e irresponsabilidade de outros tantos.

Em mar alto, no meio de uma tempestade digna das melhores fábulas de seres marinhos que comem barcos e perante as adversidades fez-se um diagnostico ao estado da embarcação.

O primeiro comissário responsável por contratar e colocar os marinheiros nos seus postos, esse que era matemático e possuía uma formula inovadora que se dizia capaz de contratar os melhores e apenas os necessários foi o primeiro a apresentar os seus resultados. Todos aguardavam no convés quando o comissário chegou, caminhando altivo e com uma confiança de ferro, olhou de alto para todos, fez uma pequena pausa para respirar fundo e disse:

"A formula matemática falhou, alguns dos melhores marinheiros ficaram em terra, outros foram limpar latrinas e alguns dos piores ficaram responsáveis pela navegação, o que está feito está feito. Peço desculpa"

O segundo comissário era responsável judicial a bordo deste navio, era responsável por julgamentos, por licenças e por toda a documentação a bordo do navio. Tinha sido incumbido de organizar todos os escritórios e documentos do navio. Aproximou-se do cimo dos degraus caminhando forte, era uma mulher temível.

"Boa noite, a organização dos documentos e dos escritórios correu como planeado, peço desculpa por qualquer percalço mas só perdemos metade dos documentos e não sabemos muito bem onde estão os outros, mas nada de preocupante, estou muito orgulhosa."

Apareceu o comandante para acalmar os marinheiros dizendo que façam o barulho que fizerem nada fará a cabeça destes comissários rolar.

Como é sabido um marinheiro só pode ser pago em rum, nada mais, é a lei, mas dizem certas vozes que quando o comandante era marinheiro recebeu vinho e rum sem nada dizer ao comandante da altura. Ele diz que não se lembra mas só saberemos a verdade quando este navio perdido no mar alto, levado pela tormenta chegar a bom porto.

Por estes dias a má fama calça sapatos de ministro, do primeiro e dos seguintes. A má fama tem a forma de chefe de governo, por vezes é responsável por uma espécie de justiça (ou falta dela) e por outras assume a forma de matemático que não sabe fazer contas.

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publicado às 20:06

Olha a concessão fresquinha

por Hugo Sampaio, em 05.07.14

O executivo camarário da cidade onde vivo (Vila Nova de Famalicão) decidiu concessionar a recolha dos resíduos, até aqui nada de novo visto ser um executivo com tendências liberais e que procura sempre reduzir o serviço público ao mínimo tentando concessionar tudo. A novidade neste caso é a concessão ter sido discutida e votada em sede de assembleia municipal sem que os deputados tivessem acesso a cadernos de encargos ou a qualquer outro tipo de documento que explicasse em que moldes se irá realizar esta concessão.

Pergunto eu, que sou um leigo nesta e em muitas outras matérias, como pode um deputado municipal votar senão contra um negócio sobre o qual não tem conhecimento de como se irá realizar?

O Exmo presidente da câmara fez questão de explicar à comunicação social que o preço praticado na recolha dos resíduos se irá manter, não podendo a entidade, que assegurar este serviço, aumentar o valor. (Na falta de documentação devemos acreditar cegamente nas palavras do presidente?)

Sabendo que uma empresa privada irá sempre fazer tudo para maximizar os seus lucros e estando, segundo o presidente, obrigada a praticar um valor ao consumidor penso que só terá duas hipóteses de aumentar o lucro, piorando o serviço efectuado ao contribuinte ou efectuando cortes nos trabalhadores podendo até criar situações de precariedade para estes.

Os famalicenses devem lutar para que esta concessão não seja feita e para que situações como esta sejam denunciadas.

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publicado às 00:56

o seu problema é inflamação senhor

por Hugo Sampaio, em 27.12.13
Mais um ano de extremas dificuldades que passa e a perspectiva para o próximo não é muito melhor. O governo que nos desgoverna festeja a hipótese de conseguir atingir e respeitar a meta do déficit, claro que é motivo de orgulho mas não nos podemos esquecer que essa mesma meta já foi aumentada duas vezes para puder ser cumprida, e não esqueçamos também que essa meta assassina só será cumprida à custa do sangue, suor e lágrimas de todos os portugueses. Perdão, todos não, pois verificamos este ano que com a crise as grandes fortunas cresceram sem serem taxadas por este governo.

O ano 2014 será mais um ano difícil pois já sabemos à partida que vamos ter aumentos na energia, telecomunicações, transportes, arrendamento, iuc, taxas moderadoras dos hospitais e etc etc etc...http://www.publico.pt/economia/noticia/o-que-vai-ficar-mais-caro-e-os-precos-que-se-mantem-em-2014-1617641

Sabemos que os orçamentos familiares já são apertados resta saber como sobreviverão as pessoas em 2014 com o aumento do preços em tantos bens essenciais. O que mais me deixa triste e revoltado é que Portugal, um dos países com ordenados mais baixos da ue, um dos países com mais desigualdade, um país onde os mais pobres sofrem cada vez mais é também um país que pratica dos preços mais elevados.

http://www.pordata.pt/Europa/Precos+da+electricidade+para+utilizadores+domesticos+(PPS)-1479

http://www.pordata.pt/Europa/Precos+das+telecomunicacoes+chamadas+locais++chamadas+nacionais+e+chamadas+internacionais+para+EUA+(Euro+ECU)-1501

http://www.pordata.pt/Europa/Precos+do+gas+natural+para+utilizadores+industriais+e+domesticos+(Euro+ECU)-1478

Resta esperar pela próxima vingança manhosa pelo chumbo constitucional ou seja, mais um brutal aumento de impostos.

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publicado às 20:29

O irrevogável relógio do Paulinho

por Hugo Sampaio, em 16.12.13

O senhor vice-primeiro ministro, vulgo Paulinho das feiras, decidiu apresentar um relógio com a contagem decrescente para a saída da troika de Portugal. Ora, ou o relógio foi adquirido em algum negócio da China ou alguém se esqueceu de o acertar depois da compra, é que pelo menos até 2040 vamos ter em Portugal inspectores.

 Parece-me que aqueles 6 meses vão durar 26 anos a passar. Podemos até deixar de ter cá a troika e ser só o BCE com um programa cautelar ou outra coisa qualquer, mas o resultado para nós, os mais pequenos, será sempre o mesmo. Serão sempre os mais pobres a pagar a crise enquanto os mais ricos enriquecem, será sempre à custa do trabalho dos mais pobres e não dos lucros dos grandes grupos económicos, será sempre à custa dos reformados e à custa da destruição do estado.

Parece-me que até às eleições europeias o discurso do governo será a mentira da recuperação económica, da ilusão que 2014 será o ano da prosperidade e que o PSD e este governo foram os responsáveis pela (hipotética) saída da troika. Não esqueçamos que atrás das costas esconderão a verdadeira realidade do país e um segundo resgate (programa cautelar ou lá o nome que quiserem dar)...

Até lá teremos muito populismo barato e muitas irrevogáveis saídas

http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/bce-portugal-tera-mais-programa-seguir-ao-actual-resgateImagem

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publicado às 21:16

Imagem quem diga que o processo de concessão dos ENVC é totalmente transparente, concordo. Toda a podridão está à vista e já se consegue ver o fundo, o monte de areia no fundo do rio onde os estaleiros vão bater.Olhando só para os números actuais dos estaleiros e para o valor anual que se vai receber com a concessão dos estaleiros tudo parece lindo e cor de rosa, cheio de purpurinas e cortinados jeitosos, mas não, na realidade não me parece nada bem que se entregue os estaleiros por cerca de 7M€ pelo total da concessão tendo que pagar 30M€ em rescisões, não esquecendo que o estado tem ainda que pagar o fundo de desemprego a esses trabalhadores e, ao serem contratados o estado ainda irá assumir a tsu desses trabalhadores, ou seja não são 30M€ mas sim muitos mais.Claro que os estaleiros são obrigados pela união europeia a pagar uma verba muito avultada ao governo e que sendo extinta a empresa essa verba esfuma-se, mas eu gostaria de saber se não podia o estado fazer essa manobra fechando os ENVC e abrindo outra empresa estatal? Não podia o estado obrigar a empresa dos submarinos a investir o valor nos ENVC que estão obrigados contratualmente e nunca cumpriram? O estado acredita mesmo que os privados se interessam por empresas que não têm potencial? É assim tão necessário entregar os estaleiros a uma empresa que tem provavelmente uma divida maior que os ENVC? E porque é que não se criou uma linha de crédito para os estaleiros se financiarem com os 4M€ que necessitavam para comprar material? Porque não foi o aço produzido na siderurgia nacional a crédito? Porque estava a direcção dos estaleiros proibida de procurar clientes? Se a gestão foi danosa onde estão os processos contra os anteriores gestores?   Há tantas e tantas perguntas que necessitam de resposta e a nós, aos que acreditam em empresas geridas pelo estado e não por empresas privadas só com interesse no lucro, resta-nos ir lutando com a esperança que um dia estas negociatas feitas em becos escuros e sempre a olhar de soslaio tenham um fim bem diferente.

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publicado às 19:52

Mais verde? Para mim é vermelho, obrigado!!!

por Hugo Sampaio, em 27.11.13
bandeira 

Não posso concordar com mais verde na bandeira porque não desejo conquistar território e não é este um momento de esperança. A esperança deveria ser a nossa expectativa de um dia melhor, deveria ser um desejo intenso pela prosperidade. A esperança deveria ser a nossa confiança no governo para que nos liderasse e nos levasse para um melhor futuro. Mas um amanhã melhor não se constrói com a redução salarial e com aumento de impostos, a felicidade e a prosperidade não se constroem com cortes em reformas e precarização do trabalho.

As perspectivas de futuro morreram com a esperança e levaram os sorrisos no bolso. Por tudo isto defendo o fim do verde na bandeira preenchendo tudo com vermelho. Ainda falta correr muito sangue neste país.

(Em caso de dúvida: SIM, estou a apelar à violência)

 

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publicado às 20:34


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