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Estágios a tempo inteiro (só um desabafo)

por Hugo Sampaio, em 22.04.15

Viver no fio da navalha e por vezes caminhar descalço sobre a lâmina é assim a situação laboral em Portugal. Governos sucessivos (e principalmente este) remaram em sentido contrário ao desejado, dando condições aos empregadores para a exploração dos seus trabalhadores. Hoje, fruto da alteração da economia e dos governos subservientes ao capital vemos nascer novos conceitos de trabalho, daqueles que ao invés de servirem para uma distribuição mais equitativa de lucros e um desenvolvimento pessoal dos trabalhadores serve os interesses económicos.

Trabalho temporário, trabalho a tempo parcial e estágios são hoje os termos mais conhecidos dos desempregados,

Pedro Mota Soares decidiu que tinha que ocupar os desempregados que na sua opinião são só preguiçosos e vai daí cria um programa de estágios que serve para duas coisas, para maquilhar os números de desempregados  e para dar uma ajudinha às grandes empresas com mão de obra quase de graça.

Por lei um estágio não pode corresponder à ocupação de um posto de trabalho mas na prática não é isso que acontece. Grande parte dos estagiários está em empresas a ocupar um posto de trabalho, sofrendo muitas vezes pressões psicológicas e sendo explorados com cargas horárias excessivas por valores remuneratórios abaixo do ordenado mínimo. Ainda mais vergonhoso é o estado ser um dos grandes "empregadores" destes estagiários legitimando assim as empresas a fazerem o mesmo.

Temos urgentemente de parar e pensar o que queremos para futuro.

Vale mais o lucro de poucos que a qualidade de vida de todos?

Vale mais a saúde económica de umas quantas empresas ou a saúde física e mental dos nossos trabalhadores?

Queremos o crescimento assente na mão de obra barata?

Todos sabemos as respostas. Lutemos pelo fim da precariedade laboral, por melhores condições laborais, com trabalhos dignos e equitativamente remunerados.

 

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publicado às 20:22

Não estou nem aí!

por Hugo Sampaio, em 06.04.15

Podia estar a preparar um post sobre o tempo ou sobre os problemas que vou ter para desgastar tudo que ingeri neste período, mas não,  Pedro Santana Lopes decidiu atirar ao ar o nome de Paulo Portas como um potencial bom candidato a Belém e vai daí uma pessoa solta gargalhadas, o próprio neurónio de Santana deve ter soltado gargalhadas. É normal que Portas tenha reagido com um "não estou nem aí", nem está ele nem está ninguém no seu perfeito juízo. Portugal já teve a sua dose de Paulinho das feiras para muitos e bons anos. A possível reeleição desta coligação nas próximas legislativas já é ameaça suficiente a pairar no ar e vem Santana assustar a gente? Volte lá para dentro que tem muito que fazer na Santa Casa.

Futuro Santa Casa em risco (link)

Apodrece Tuga, Santa Casa (link)

Entrevista SicNoticias

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publicado às 19:30

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

por Hugo Sampaio, em 16.03.15

Pedro Passos Coelho, esse amor de menino, respondeu às perguntas da comissão parlamentar de inquérito à gestão do Bes e do Ges dizendo que teve duas reuniões com Ricardo Espírito Santo (o tal que era dono disto tudo) e que, numa dessas reuniões, Ricardo Salgado procurou apoio para reequilibrar as contas do GES. O Primeiro Ministro terá recomendado a Salgado que reestrutura-se a divida do GES.

(http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4456986)

PÁRA TUDO!

Vamos recapitular

Passos Coelho recomendou a Salgado que reestruturasse a divida do GES.

Muito bem, é mesmo um momento "faz o que eu digo e não faças o que eu faço".

Então o homem que diz que reestruturar a dívida era uma mensagem errada e que não participaria numa conferencia para reestruturação das dividas europeias aconselha outra pessoa procurar renegociar com os seus credores?

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4456986

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3730387

http://www.tvi24.iol.pt/economia/grecia/passos-coelho-rejeita-discutir-renegociacao-da-divida

 

 

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publicado às 22:21

Um Homem diferente

por Hugo Sampaio, em 28.02.15

Realmente Pedro Passos Coelho é um homem diferente.

Segundo o Público, o nosso "querido e amado" primeiro ministro andou, por um periodo de cinco anos, com uns leves problemas de memória esquecendo-se de pagar umas tais de contribuições à segurança social referentes a uns serviços que fazia para uma tal de Tecnoforma (empresa da mais alta idoneidade). 

Despesas de representação? - perguntam vocês

Não, não. Isso era uma coisa para fugir a impostos e porque receber um vencimento da Tecnoforma enquanto deputado era no minimo chato. - respondo eu com amabilidade e bom cheiro

Vindo de uma, vá lá, pessoa que ocupa o cargo de primeiro ministro e que diz honrar os seus compromissos só se pode exigir a sua demissão.

 

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publicado às 17:09

Má fama? (o navio mal afamado)

por Hugo Sampaio, em 25.09.14
O navio largou ancora de Lisboa numa manhã de nevoeiro, saiu com uma força rompante em direcção ao mar alto, fez-se com bravura e sem olhar a vozes que o avisavam dos perigos. Largou com a força e coragem de 1000 homens, e com a estupidez e irresponsabilidade de outros tantos.

Em mar alto, no meio de uma tempestade digna das melhores fábulas de seres marinhos que comem barcos e perante as adversidades fez-se um diagnostico ao estado da embarcação.

O primeiro comissário responsável por contratar e colocar os marinheiros nos seus postos, esse que era matemático e possuía uma formula inovadora que se dizia capaz de contratar os melhores e apenas os necessários foi o primeiro a apresentar os seus resultados. Todos aguardavam no convés quando o comissário chegou, caminhando altivo e com uma confiança de ferro, olhou de alto para todos, fez uma pequena pausa para respirar fundo e disse:

"A formula matemática falhou, alguns dos melhores marinheiros ficaram em terra, outros foram limpar latrinas e alguns dos piores ficaram responsáveis pela navegação, o que está feito está feito. Peço desculpa"

O segundo comissário era responsável judicial a bordo deste navio, era responsável por julgamentos, por licenças e por toda a documentação a bordo do navio. Tinha sido incumbido de organizar todos os escritórios e documentos do navio. Aproximou-se do cimo dos degraus caminhando forte, era uma mulher temível.

"Boa noite, a organização dos documentos e dos escritórios correu como planeado, peço desculpa por qualquer percalço mas só perdemos metade dos documentos e não sabemos muito bem onde estão os outros, mas nada de preocupante, estou muito orgulhosa."

Apareceu o comandante para acalmar os marinheiros dizendo que façam o barulho que fizerem nada fará a cabeça destes comissários rolar.

Como é sabido um marinheiro só pode ser pago em rum, nada mais, é a lei, mas dizem certas vozes que quando o comandante era marinheiro recebeu vinho e rum sem nada dizer ao comandante da altura. Ele diz que não se lembra mas só saberemos a verdade quando este navio perdido no mar alto, levado pela tormenta chegar a bom porto.

Por estes dias a má fama calça sapatos de ministro, do primeiro e dos seguintes. A má fama tem a forma de chefe de governo, por vezes é responsável por uma espécie de justiça (ou falta dela) e por outras assume a forma de matemático que não sabe fazer contas.

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publicado às 20:06

Mais verde? Para mim é vermelho, obrigado!!!

por Hugo Sampaio, em 27.11.13
bandeira 

Não posso concordar com mais verde na bandeira porque não desejo conquistar território e não é este um momento de esperança. A esperança deveria ser a nossa expectativa de um dia melhor, deveria ser um desejo intenso pela prosperidade. A esperança deveria ser a nossa confiança no governo para que nos liderasse e nos levasse para um melhor futuro. Mas um amanhã melhor não se constrói com a redução salarial e com aumento de impostos, a felicidade e a prosperidade não se constroem com cortes em reformas e precarização do trabalho.

As perspectivas de futuro morreram com a esperança e levaram os sorrisos no bolso. Por tudo isto defendo o fim do verde na bandeira preenchendo tudo com vermelho. Ainda falta correr muito sangue neste país.

(Em caso de dúvida: SIM, estou a apelar à violência)

 

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publicado às 20:34


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