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A esquerda não viaja com Leitão

por Hugo Sampaio, em 08.11.15

Sempre imaginei  que existissem mais amantes do tão afamado Leitão. Dos cerca de 400 inscritos para o jantar organizado pelo eurodeputado Francisco Assis nem metade terá aparecido, tal como Francisco Assis gosta tanto de fazer no Parlamento Europeu.

Francisco Assis, tal como muitas caras conhecidas do PS, não tardou a retirar a casaca e a vesti-la do avesso quando o seu partido, dito de esquerda, resolveu fazer um acordo com outros partidos da mesma área politica. Para gáudio dos militantes do PS a Comissão Nacional do partido aprovou a proposta de programa de governo, documento esse que resulta de um acordo alargado PS-BE-PCP-PEV. Felizmente os movimentos desenfreados de Leitões, anti-comunistas e de outros defensores de politicas de direita não impediram o PS de fazer um acordo histórico que reúna os partidos de esquerda numa solução viável para o país. 

Depois de ler o a Proposta de programa de governo não fico, ao contrário de muita gente, com medo que o PCP ou o Bloco "roam a corda", fico sim com curiosidade em saber se o PS realmente terá a força necessária para levar este programa até ao fim mesmo tendo de lutar, em alguns pontos, contra poderes instalados e muitos anti-corpos.

Aconselho a visita ao Ladrões de Bicicletas para uma leitura de factos sobre o SMN. 

 

(neste post Leitão escreve-se com letra maiúscula por respeito ao euro-deputado eleito democraticamente) 

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publicado às 11:40

Farol, farol....(é a clarificação ao fundo)

por Hugo Sampaio, em 11.10.15

Por estes dias delicio-me com as noticias e com os comentadores, levantou-se todo um arsenal contra a viragem do PS a esquerda. Não sei se o Bloco e a CDU conseguirão trazer o PS para a esquerda (assim o espero) mas uma coisa é certa, este é o primeiro momento nos últimos anos em que o PS terá de mostrar de que lado da barricada está realmente e isso está a deixar meio mundo em brasa. É incrível a quantidade de comentadores que corre de mãos na cabeça para o PS virar a direita. É incrível como aqueles que sobrevivem do compadrio e do negócio obscuro aparecem com medo do Bloco e da CDU, só por isso, só por ver os corruptos, os lobistas (UGT incluída) e os clientes do amiguismo cheios de medo tudo isto já valeu a pena.

Espero mesmo um entendimento entre PS, Bloco e CDU, só assim é possível um verdadeiro governo da esquerda com vista ao crescimento do país mas assente na estabilidade e qualidade laboral e na igualdade assim como num serviço nacional de saúde público e de qualidade e na defesa na escola pública. 

 

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Ao fundo o farol ilumina o caminho, a maré é navegável mas só com a frota de três navios a navegar em conjunto, várias pedras são arremessadas pelo inimigo e por aqueles que até aqui julgávamos nossos aliados. O adamastor espera na margem calmamente e a desejar fortemente que esta frota não chegue ao cais e, mesmo chegando, o malvado adamastor prepara-se para negar a chegada.  

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publicado às 14:55

Era só uma cruz (depois veio a bola)

por Hugo Sampaio, em 06.09.15

Já cheira a campanha, um pequenino mês separa-nos do dia de todas as escolhas.

É com uma pequenina cruz que se pode fazer a grande diferença. 

Podemos fechar os olhos por um breve momento e imaginar uma assembleia da republica diferente, podemos até imaginar a coligação PaF reduzida a um pequeno punhado de deputados, podemos tudo que quisermos.

Muitas vezes tento imaginar um governo que não ceda aos interesses e se deixe de, por exemplo, entregar 8 mil milhões em ajustes directos. Fecho os olhos e imagino um governo que deixe de destruir empregos, que deixe de asfixiar os portugueses e de destruir o estado.

Tudo é possível com uma cruz no devido quadrado. 

Não, não temos mais que aguentar com um governo de direita nem temos que ficar presos aos mesmos do costume, não somos reféns dos destruidores do estado, não somos reféns da finança nem dos lobbies e do amiguismo, não temos que continuar reféns porque "eles" não são "donos disto tudo".  

É a hora de romper com quem nos trouxe até aqui, não temos que aceitar mais liberalizações nos despedimentos nem mais ataques ás pensões da segurança social.

Fecho mais um pouco os olhos e imagino as possibilidades de nos vermos livres das amarras que nos prendem há 40 anos. (Depois percebo que há futebol no dia de eleições)

 

 

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publicado às 00:17

 

 

 

A campanha de desinformação sobre a Grécia abunda e pior que tudo é que parece estar a funcionar, a vergonha dos ataques vindos de vários titulares de cargos públicos ( Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Christine Lagarde) leva as pessoas a acreditarem nas palavras destas pessoas tão sérias e puras (ler com tom irónico).
Muitas pessoas afirmam e crêem mesmo que a Grécia não fez cortes, que vivem á grande e que não querem pagar o que devem. Sabemos (ou devíamos) que a Grécia fez um esforço sub-humano para agradar a credores e aos gigantes da Europa, viveu demasiado tempo refém desta ideologia de direita e está a pagar caro o preço da cegueira e da escuridão em que viveu desde 2010.

Peço desde já desculpa se faltarem alguns dados ou se houver alguma incorrecção (foi o que fui encontrando por aí) mas a história foi mais ou menos esta:


- Aumento do período contributi2010 primeiro pacote

- Congelamento de salários
- Corte de benefícios em 10 %
- Corte 30% em horas extra

2010 segundo pacote

- Corte 30% em subsídios
- Fim de benefícios de ausência
- Corte de 12 % em benefícios dos funcionários públicos
- Corte 7 % em todos os salários
- Aumento do IVA
- Imposto 15 % sobre combustíveis
- Imposto na importação de automóveis de 10 % a 30 %
- Limitação do 13º e 14º mês a 500€ e abolição para quem ganha mais de 3000€
- Corte de 8 % em benefícios
- Subsídios de pensionistas limitados a 200€ e abolição para quem receber mais de 2500€
- Aumento do IVA
- Aumento de 10 % em tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis
- Imposto sobre bens de luxo 10 %
- Abolição parcial do subsídio de solidariedade
- Liberalizações na legislação laboral vo
- Limites à reforma antecipada
- Taxas verdes
- Liberalização do mercado de energia
- Redução das empresas públicas de 6000 para 2000
- Redução dos municípios de 1000 para 400

2011

- Venda de propriedades
- Privatizações
- Imposto sobre rendimentos aumenta de 1 % a 4 %
- Aumento do IVA em 2% no mercado imobiliário
- Imposto sobre imóveis de 3€ a 20€ por m2
- Imposto sobre rendimentos acima de 8000€ anuais
- Imposto extra sobre rendimentos anuais acima de 12000€


2012 primeira ronda

- Corte 22 % no ordenado mínimo
- Abolição de um dos subsídios
- 150,000 despedimentos
- Cortes nas pensões
- Nova liberalização na legislação laboral  
- Cortes na saúde e na defesa
- Sectores da indústria passam a puder baixar salários
- Mais privatizações

2012 segunda ronda

- Nova liberalização na legislação laboral (outra vez?)
- «Junção» de subsistemas de saúde
- Aumento do IVA
- Aumento do IVA da restauração para 23 %
- Novo imposto sobre tabaco, bebidas e combustíveis
- Corte de 20 % em salários da função pública
- Corte de 30 % nos salários dos funcionários de empresas do estado
- Despedimentos
- Cortes na educação
- Fecho de 1976 escolas
- Pensões acima de 1000€ levam corte de 20 %
- Pensionistas com 55 anos perdem 40 % da pensão se for superior a 1000€


2014

- 30,000 pessoas enviadas para casa um ano com corte de 60 % no salário.
 


Que o Syriza não ceda, já chega de imposição de cortes, já chega de humilhar um povo irmão. (são pessoas caraças, deixem-se lá de tretas e de ideologias e ajudem esta gente)
 

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publicado às 23:54

Não estou nem aí!

por Hugo Sampaio, em 06.04.15

Podia estar a preparar um post sobre o tempo ou sobre os problemas que vou ter para desgastar tudo que ingeri neste período, mas não,  Pedro Santana Lopes decidiu atirar ao ar o nome de Paulo Portas como um potencial bom candidato a Belém e vai daí uma pessoa solta gargalhadas, o próprio neurónio de Santana deve ter soltado gargalhadas. É normal que Portas tenha reagido com um "não estou nem aí", nem está ele nem está ninguém no seu perfeito juízo. Portugal já teve a sua dose de Paulinho das feiras para muitos e bons anos. A possível reeleição desta coligação nas próximas legislativas já é ameaça suficiente a pairar no ar e vem Santana assustar a gente? Volte lá para dentro que tem muito que fazer na Santa Casa.

Futuro Santa Casa em risco (link)

Apodrece Tuga, Santa Casa (link)

Entrevista SicNoticias

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publicado às 19:30

Igualdade ou nem tanto

por Hugo Sampaio, em 08.03.15

O Dia da Mulher deixa-me sempre bastante dividido, por um lado é uma data histórica a celebrar marcado pelas lutas feministas e da igualdade, por outro deixa-me a pensar que a existência do Dia da Mulher é a prova que ainda há um grande caminho a percorrer na luta contra as desigualdades pois, se assim não fosse, não seria necessário um dia para as pessoas se lembrarem da existência da Mulher.

Não nos deixemos ceder à celebração comercial que retira todo o significado deste dia, deve ser sim mais um dia de reflexão sobre todas as lutas feministas e suas conquistas ao longo da história, deve ser um dia de lembrar todas as vitimas de violência doméstica e de refletir sobre as desigualdades a que assistimos todos os dias.

 

 

P.S. -> amanhã também é um bom dia para celebrar e para lutar contra a opressão da mulher e contra a estrutura patriarcal

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publicado às 09:17

O irrevogável relógio do Paulinho

por Hugo Sampaio, em 16.12.13

O senhor vice-primeiro ministro, vulgo Paulinho das feiras, decidiu apresentar um relógio com a contagem decrescente para a saída da troika de Portugal. Ora, ou o relógio foi adquirido em algum negócio da China ou alguém se esqueceu de o acertar depois da compra, é que pelo menos até 2040 vamos ter em Portugal inspectores.

 Parece-me que aqueles 6 meses vão durar 26 anos a passar. Podemos até deixar de ter cá a troika e ser só o BCE com um programa cautelar ou outra coisa qualquer, mas o resultado para nós, os mais pequenos, será sempre o mesmo. Serão sempre os mais pobres a pagar a crise enquanto os mais ricos enriquecem, será sempre à custa do trabalho dos mais pobres e não dos lucros dos grandes grupos económicos, será sempre à custa dos reformados e à custa da destruição do estado.

Parece-me que até às eleições europeias o discurso do governo será a mentira da recuperação económica, da ilusão que 2014 será o ano da prosperidade e que o PSD e este governo foram os responsáveis pela (hipotética) saída da troika. Não esqueçamos que atrás das costas esconderão a verdadeira realidade do país e um segundo resgate (programa cautelar ou lá o nome que quiserem dar)...

Até lá teremos muito populismo barato e muitas irrevogáveis saídas

http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/bce-portugal-tera-mais-programa-seguir-ao-actual-resgateImagem

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publicado às 21:16

Mais verde? Para mim é vermelho, obrigado!!!

por Hugo Sampaio, em 27.11.13
bandeira 

Não posso concordar com mais verde na bandeira porque não desejo conquistar território e não é este um momento de esperança. A esperança deveria ser a nossa expectativa de um dia melhor, deveria ser um desejo intenso pela prosperidade. A esperança deveria ser a nossa confiança no governo para que nos liderasse e nos levasse para um melhor futuro. Mas um amanhã melhor não se constrói com a redução salarial e com aumento de impostos, a felicidade e a prosperidade não se constroem com cortes em reformas e precarização do trabalho.

As perspectivas de futuro morreram com a esperança e levaram os sorrisos no bolso. Por tudo isto defendo o fim do verde na bandeira preenchendo tudo com vermelho. Ainda falta correr muito sangue neste país.

(Em caso de dúvida: SIM, estou a apelar à violência)

 

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publicado às 20:34

O que foi voltará a ser?

por Hugo Sampaio, em 24.11.13
Mário Soares foi com toda a certeza uma figura importante na construção do estado que hoje temos, com decisões correctas e outras erradas mas foi uma figura importante e com o seu valor. Hoje parece que tem de assumir um espaço e uma intervenção política que devia ser assegurada por um PS que não existe, por um PS perdido ali algures entre a falta de liderança de Seguro e o desejo receoso de ser presidente de António Costa.
Resta-nos um "velho" que muito tem a ensinar aos jovens e um perigoso esquerdista como Pacheco Pereira. Entre estes lutaremos com mais ou menos pedidos de violência mas sempre com a ideia de derrotar estas perigosas políticas austeras e liberais.

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publicado às 01:23

Ainda temos de pensar em Feminismo?

por Hugo Sampaio, em 14.11.13
Faz sentido nos dias de hoje debater o Feminismo?A questão surgiu-me quando ouvi uma criança com toda a naturalidade e espontaneidade chamar o pai e, com uma grande admiração dizer: "Pai, olha uma senhora num camião". Foi um pequeno momento que me levou no pensamento, foi um pequeno momento em que pensei se já teremos tanta igualdade como seria de esperar.Para mim faz todo o sentido o debate, e fará sempre enquanto a verdadeira igualdade não for alcançada, enquanto ainda nos questionarmos, enquanto no médio oriente existir opressão, enquanto existirem burcas, apedrejamentos e proibições. Faz falta debater o feminismo nas escolas, faz falta mudar mentalidades e é nos primeiros anos que isso deve ser feito, com toda a normalidade.Não vejo a questão resolvida com criação de legislação que providencie direitos ás mulheres, é algo maior, é uma questão cultural. O próprio facto de ser necessário algum tipo de leis ou estudos e tabelas revela que ainda há um grande caminho a percorrer até não ser necessário falar nem pensar nem legislar, até ser algo que nos saia naturalmente, até ninguém mais se sentir inferior. Até nenhuma criancinha ficar admirada por ver uma mulher camionista.

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publicado às 20:17


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