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Mais Angola, menos liberdade.

por Hugo Sampaio, em 01.04.16

A sentença saiu, a liberdade perdeu.

Há quem nunca tenha duvidado do regime que é Angola e há quem, por uma irmandade politica ou por outra coisa qualquer, não vê nem quer ver as atrocidades que se vivem naquele país a bel prazer de um Presidente, que não é nada menos que um ditador.

Angola tem um peso gigantesco em Portugal, a economia vive refém dos interesses económicos da filha de um ditador e para além dos interesses económicos há, claro, pressões politicas.

O Bloco, muito bem, apresentou um voto de condenação sobre a repressão em Angola apelando à libertação de activistas detidos. 

Os jovens activistas foram acusados de co-autoria de actos preparatórios para uma rebelião, ou seja, foram julgados e presos por promoverem a leitura do livro "Da ditadura a democracia".

P: Podemos traduzir isso?

R: Sim, podemos.

Um grupo de jovens foi julgado e preso por exercer direitos fundamentais consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

 

“Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião”

 

Infelizmente o voto de condenação apresentado pelo Bloco foi chumbado porque, mais uma vez, o parlamento portugues decidiu não entrar em conflito com o seu amado regime angolano. 

Do PSD e do CDS já não há surpresas, colocam-se sempre do lado do dinheiro e dos interesses, é como o teste do algodão.

Quanto ao PCP, partido defensor das liberdades e que tanto fez por este país, gosta de se colocar demasiadas vezes de mãos dadas com regimes de partidos seus irmãos.

Parece que para o PCP este artigo da Declaração Universal dos Direitos do Homem tem um leitura diferente: "toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião desde que não seja em Angola, na China, na Coreia...(introduzir mais regimes a gosto)"

 

Voto apresentado pelo Bloco

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publicado às 19:03

Era só uma cruz (depois veio a bola)

por Hugo Sampaio, em 06.09.15

Já cheira a campanha, um pequenino mês separa-nos do dia de todas as escolhas.

É com uma pequenina cruz que se pode fazer a grande diferença. 

Podemos fechar os olhos por um breve momento e imaginar uma assembleia da republica diferente, podemos até imaginar a coligação PaF reduzida a um pequeno punhado de deputados, podemos tudo que quisermos.

Muitas vezes tento imaginar um governo que não ceda aos interesses e se deixe de, por exemplo, entregar 8 mil milhões em ajustes directos. Fecho os olhos e imagino um governo que deixe de destruir empregos, que deixe de asfixiar os portugueses e de destruir o estado.

Tudo é possível com uma cruz no devido quadrado. 

Não, não temos mais que aguentar com um governo de direita nem temos que ficar presos aos mesmos do costume, não somos reféns dos destruidores do estado, não somos reféns da finança nem dos lobbies e do amiguismo, não temos que continuar reféns porque "eles" não são "donos disto tudo".  

É a hora de romper com quem nos trouxe até aqui, não temos que aceitar mais liberalizações nos despedimentos nem mais ataques ás pensões da segurança social.

Fecho mais um pouco os olhos e imagino as possibilidades de nos vermos livres das amarras que nos prendem há 40 anos. (Depois percebo que há futebol no dia de eleições)

 

 

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publicado às 00:17

O irrevogável relógio do Paulinho

por Hugo Sampaio, em 16.12.13

O senhor vice-primeiro ministro, vulgo Paulinho das feiras, decidiu apresentar um relógio com a contagem decrescente para a saída da troika de Portugal. Ora, ou o relógio foi adquirido em algum negócio da China ou alguém se esqueceu de o acertar depois da compra, é que pelo menos até 2040 vamos ter em Portugal inspectores.

 Parece-me que aqueles 6 meses vão durar 26 anos a passar. Podemos até deixar de ter cá a troika e ser só o BCE com um programa cautelar ou outra coisa qualquer, mas o resultado para nós, os mais pequenos, será sempre o mesmo. Serão sempre os mais pobres a pagar a crise enquanto os mais ricos enriquecem, será sempre à custa do trabalho dos mais pobres e não dos lucros dos grandes grupos económicos, será sempre à custa dos reformados e à custa da destruição do estado.

Parece-me que até às eleições europeias o discurso do governo será a mentira da recuperação económica, da ilusão que 2014 será o ano da prosperidade e que o PSD e este governo foram os responsáveis pela (hipotética) saída da troika. Não esqueçamos que atrás das costas esconderão a verdadeira realidade do país e um segundo resgate (programa cautelar ou lá o nome que quiserem dar)...

Até lá teremos muito populismo barato e muitas irrevogáveis saídas

http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/bce-portugal-tera-mais-programa-seguir-ao-actual-resgateImagem

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publicado às 21:16

Mais verde? Para mim é vermelho, obrigado!!!

por Hugo Sampaio, em 27.11.13
bandeira 

Não posso concordar com mais verde na bandeira porque não desejo conquistar território e não é este um momento de esperança. A esperança deveria ser a nossa expectativa de um dia melhor, deveria ser um desejo intenso pela prosperidade. A esperança deveria ser a nossa confiança no governo para que nos liderasse e nos levasse para um melhor futuro. Mas um amanhã melhor não se constrói com a redução salarial e com aumento de impostos, a felicidade e a prosperidade não se constroem com cortes em reformas e precarização do trabalho.

As perspectivas de futuro morreram com a esperança e levaram os sorrisos no bolso. Por tudo isto defendo o fim do verde na bandeira preenchendo tudo com vermelho. Ainda falta correr muito sangue neste país.

(Em caso de dúvida: SIM, estou a apelar à violência)

 

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publicado às 20:34

Vale tudo?

por Hugo Sampaio, em 27.09.13
Esta é a campanha do vale tudo, a campanha do poder a todo o custo.  Hoje no município da Trofa a campanha da actual presidente Joana Lima cortou literalmente o trânsito na famosa nacional 14 criando filas gigantes para distribuir canetas e t-shirts. Em Barcelos fizeram um anúncio na necrologia de um jornal com a cara do candidato do partido rival.
Pergunto-me se não há limites.  Por quanto se vende um candidato só pelo poder? Não há limites.  Não há jogo limpo nem bom senso. VOTEM mas escolham bem, não se deixem levar pelos rebuçados e pelas canetas.  Pensem no melhor e não no mais conhecido.  Escolham como se estivessem a escolher o senhorio da casa onde vivem e não como um totoloto ou como se fosse o vosso clube. A decisão é nossa e cada voto vale o mesmo

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publicado às 22:10


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