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Tiro no porta aviões

por Hugo Sampaio, em 24.06.16

 

 

 

 

O navio europeu levou um valente rombo no casco com a vitória do Leave. Brexit é a palavra mas escrita nas últimas horas. Depois das ameaças do Grexit a "união" abriu a porta e o precedente que o Brexit vem confirmar com um carimbo ...Nexit, Frexit são os próximos na calha. 

A "união" jogou um jogo muito perigoso com ameaças de saída a países, com a ameaça de sanções, com austeridade cega e com a retirada de soberania de países para uma governação económica centrada na Alemanha. 

Os partidos mais populistas e nacionalistas ganharam força com o discurso autoritário e pouco democrático das instituições europeias enquanto os líderes dessas mesmas instituições assobiam para o lado. 

Esperemos que este rombo no projecto europeu sirva de "abanão" aos lideres europeus para que percebam que é necessária uma nova Europa. A verdadeira, aquela que era suposto termos construído desde o inicio. Uma nova Europa, democrática e social. 

Até lá espero sinceramente que os assobios para o lado das instituições e lideres europeus não acordem os antigos fantasmas da guerra nem mais populistas e nacionalistas.

PS: David Cameron deu um colossal tiro num pé que leva a europa pelo buraco. Nigel Farage e Boris Johnson correm para o ajudar com mais balas

 

Nota: O navio europeu é já meio enferrujado e possui uma primeira classe com muitas ofertas e uma segunda classe que vive na ameaça de ir borda fora. Boa viagem

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publicado às 20:04

Desigualdade não é Saúde

por Hugo Sampaio, em 15.06.16

 

 

O Observatório Português Dos Sistemas de Saúde, OPSS, divulgou o relatório de primavera onde frisa claramente que os últimos seis anos degradaram bastante os cuidados de saúde. 

Foram seis longos anos de crise e austeridade que deixaram marcas bastante profundas na saúde

As desigualdades já existentes há muitos anos na saúde agravaram-se preocupantemente. Aqueles que têm menos rendimentos, menores niveis de escolaridade ou são idosos, são aqueles onde os riscos de adoecer aumentam. 

Os cortes orçamentais cegos, que foram além da Troika, tiveram consequências que ainda vão demorar algum tempo para que se consigam apurar, sabemos entretanto que levaram a uma queda no ranking da OCDE e que agravaram as desigualdades. Sabemos através deste relatório que as pessoas sem formação têm um risco de ter má saúde seis vezes superior às pessoas com mais formação.

 

"Continuam a ser os pobres os mais doentes e os mais doentes os mais pobres"

 

Temos que exigir o fim das desigualdades sociais em saúde exigindo politicas efectivas de melhoria de condições de vida e de trabalho assim como um melhor acesso a cuidados de saúde. 

 

"Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais"

 

É urgente quebrar este ciclo de pobreza e de doença, herança da crise e da troika. 

 

Artigo 64.º
Saúde

1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.

2. O direito à protecção da saúde é realizado:

a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:

a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;
d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde, por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade;
e) Disciplinar e controlar a produção, a distribuição, a comercialização e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico;
f) Estabelecer políticas de prevenção e tratamento da toxicodependência.

4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.

 

 

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publicado às 22:17

Orlando

por Hugo Sampaio, em 13.06.16

Um beijo é sempre um beijo. Um beijo simboliza o amor, a cumplicidade, a partilha... Um beijo aproxima corações e aquece-nos a alma.

Não posso nem consigo conceber que alguém após presenciar um beijo sinta um ódio tão grande que mova em si a motivação de matar. Só um homem doente com acesso fácil a armamento.

 

 

 

 

Quando um extremista, um homem doente ou até um homem desesperado com problemas, por exemplo financeiros, tem acesso a armas de fogo torna mais fácil o acontecimento de ataques do género de Orlando ou dos que vemos tantas vezes em escolas. Quantas mais vidas vale o negócio das armas? Quantas vidas vale uma lei?

O ataque de Orlando é homofóbico e hediondo, que mancha a liberdade de todos nós e que fere de morte uma comunidade. 

Nada pode justificar isto, nada, nem doença nem extremismo religioso ou politico, nada, muito menos o amor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:28

Paulinho (da feira para a montra)

por Hugo Sampaio, em 06.06.16

 

 

 

Portas é um habitué da negociata, do facilitismo e do amiguismo. Há muito que serve de facilitador para negócios entre amigos e comparsas. 

Desde a sua primeira passagem por um governo que Paulo Portas é perseguido por manchetes e por um cheirinho a promiscuidade. Desde Portucale, Moderna, Submarinos a Vistos Gold, tudo cabe no invejável curriculum de Paulo Portas. 

A dança das cadeiras não poderia continuar sem tocar no Paulinho. 

Portas é convidado para a Mota Engil depois de ter liderado, como ministro dos negócios estrangeiros, várias missões em que a Mota Engil participou. É ilegal? Não. Deveria ser? Sim. Pelo menos eu acredito que sim. Já que a idoneidade não faz ex detentores de cargos públicos migrarem para empresas privadas enriquecendo-as com conhecimentos e contactos que adquiriram nos seus cargos que seja a lei a garantir a transparência.  

Alguém duvida que Paulo Portas foi contratado por causa dos conhecimentos que adquiriu e dos contactos que fez enquanto membro de um governo?

Por isso mesmo é que devemos discutir e voltar a trazer a debate a alteração do regime de titulares de cargos públicos. 

Por situações como esta, como a de Maria Luís Albuquerque e tantas outras. Por serem tantas as situações injustas, imorais e inaceitáveis. 

 

 

PS: Portas também vai voltar ao comentário politico lavando a imagem que tanto tem borrado enquanto critica as politicas de outros, tentando fazer esquecer que também ele foi membro de executivos com pastas manchadas por si.  

 

 

 

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publicado às 21:34

Assis, meu amor

por Hugo Sampaio, em 05.06.16

Francisco Assis apareceu e falou. Há uma coisa de que ninguém pode criticar Assis. Assis não é homem de se esconder, é homem de palavra fácil e não tem problemas em expressar a sua convicção contra este governo. Aliás, disse até no seu discurso no congresso deste fim de semana que este é um "governo contra natura".

A grande preocupação de Assis é a Europa, é um europeísta convicto por isso tem sido um eurodeputado tão empenhado (irony alert)

Assis no Parlamento Europeu 

Para Assis  um governo da direita que destruiu Portugal nos últimos seria muito melhor que uma viragem a esquerda. 

Talvez por pessoas como o DR. Francisco Assis o PS tenha o socialismo enfiado numa gaveta mas pelo menos houveram pessoas que a abriram um pouquinho deixando entrar um pouco de luz.

Por uma maior consciência social deste governo e também fruto de muita negociação à esquerda, muitas conquistas têm sido alcançadas assim como muitas reversões de politicas erradas têm sido feitas. Não todas as que necessitamos ainda mas é com certeza o caminho correcto.

Percebo que isso afecte muito um defensor dos poderes instalados mas caro Francisco a geringonça está bem oleada e seguirá o seu caminho de reversão da austeridade e de crescimento e pelo caminho até desce o defice dos 3%. 

Assis tem tatuagens que dizem "I love Tratado Orçamental".

 

 

 

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publicado às 17:11


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