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Rendas para privados, a sangria do estado

por Hugo Sampaio, em 26.07.15

 

 

 

A ideologia continua a marcar fortemente as decisões políticas deste governo levando muitas vezes, se não a maior parte delas, a perdas para o estado. Para os próximos três anos letivos os contratos de associação passam a incluir mais 656 turmas que aumentarão as transferências para os privados em cerca de 53 milhões. É sempre de estranhar este aumento de custos com os privados quando o próprio ministro Nuno Crato diz que há um menor número de alunos, desculpa que usa para justificar o despedimento de professores.
Em outros anos estes contratos só seriam feitos quando não existiam escolas públicas na área de residência, hoje, prevalece o interesse e a ideologia fazendo contratos destes mesmo existindo escolas públicas na mesma área esvaziando essas escolas e entregando o ensino aos privados. Esta ideologia ruinosa está a levar a destruição do ensino em Portugal.
No total existem 1732 contratos com um custo na ordem dos 140 milhões, um custo superior ao das escolas públicas visto que as transferências para o privado são superiores.
Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), defende que "se os pais têm um estabelecimento público perto de casa, mas preferem um privado, então, paguem. Não tem que ser o Estado, que somos todos nós, a fazê-lo".
Mário Nogueira, da Fenprof, afirma que "o Estado paga por uma turma com contrato de associação mais do que por uma pública. Só com estas 656 turmas, irá pagar aos privados mais três milhões e 617 mil euros do que pagaria se as turmas ficassem em escolas públicas".
Este governo continua contrato após contrato, dia após dia a esvaziar os cofres e a destruir o estado em benefício de uns quantos privados, é cada vez mais urgente acabar com esta sangria. 

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publicado às 17:50

Insubmissos e os outros queixinhas

por Hugo Sampaio, em 05.07.15

democracia.jpg

 

 

A submissão é um acto ou acção de se submeter a algo ou alguma coisa, é deixar-se dominar passivamente, uma forma de vassalagem ou servidão. Este acto pode ser uma acção pejorativa quando um individuo (ou um povo) é sujeito a humilhação devido à sua condição.


Nós os portugueses sabemos bem o significado desta palavra, sabemos na pele o significado de um governo que se submete a tudo e a todas as ordens alemãs ou de organismos não eleitos democraticamente como o FMI.

 

A submissão de um governo custou a Portugal vários milhões de euros e uma enormidade de custos sociais, perdemos empregos, rendimentos, saúde, empresas públicas, perdemos um estado, destruímos um país pela subordinação aos mercados e credores. Tantos anos de submissão e subordinação trouxeram a Portugal a ditadura pelo medo fazendo com que as pessoas assumam que o caminho que foram obrigados a tomar é o único a seguir, mesmo isso não sendo a verdade. Estes anos fizeram com que os portugueses perdessem a confiança na democracia acreditando em tudo que os senhores da Europa dizem e insurgindo-se contra aqueles que, como a Grécia, têm a coragem de dizer não à ditadura da união europeia defendendo o que acham melhor para a sua população, apesar de todas as chantagens que levantaram contra si.

 

Sim, por incrível que possa parecer, as políticas podem ser dirigidas para defender as pessoas e não só para defender as empresas e os mercados. A Europa durante muitos anos perdeu o foco e a linha de orientação, tomaram-se decisões em organismos não eleitos que possuem força para humilhar países, tomaram-se decisões contra as pessoas e pelas empresas e interesses económicos aliás, consegue-se até decidir sobre o futuro de países em organismos que oficialmente não o são como por exemplo o eurogrupo.

 

Finalmente na Europa apareceu um governo que foi capaz e teve a coragem de dizer «Não» aos tubarões europeus, que foi capaz de marcar um referendo sobre o seu futuro deixando a população decidir da forma mais democrática possível.

 

Esperemos que este «Não» e que esta coragem se alastre pela Europa fazendo os lideres mudarem de politicas direccionando-as para a democracia, para a igualdade, para o respeito mutuo e para o beneficio das populações. Que seja um vento da mudança pelo povo e para o povo vindo mais uma vez do berço da democracia.

 

Viva a Grécia, Viva a democracia.

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publicado às 19:23


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