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A campanha de desinformação sobre a Grécia abunda e pior que tudo é que parece estar a funcionar, a vergonha dos ataques vindos de vários titulares de cargos públicos ( Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Christine Lagarde) leva as pessoas a acreditarem nas palavras destas pessoas tão sérias e puras (ler com tom irónico).
Muitas pessoas afirmam e crêem mesmo que a Grécia não fez cortes, que vivem á grande e que não querem pagar o que devem. Sabemos (ou devíamos) que a Grécia fez um esforço sub-humano para agradar a credores e aos gigantes da Europa, viveu demasiado tempo refém desta ideologia de direita e está a pagar caro o preço da cegueira e da escuridão em que viveu desde 2010.

Peço desde já desculpa se faltarem alguns dados ou se houver alguma incorrecção (foi o que fui encontrando por aí) mas a história foi mais ou menos esta:


- Aumento do período contributi2010 primeiro pacote

- Congelamento de salários
- Corte de benefícios em 10 %
- Corte 30% em horas extra

2010 segundo pacote

- Corte 30% em subsídios
- Fim de benefícios de ausência
- Corte de 12 % em benefícios dos funcionários públicos
- Corte 7 % em todos os salários
- Aumento do IVA
- Imposto 15 % sobre combustíveis
- Imposto na importação de automóveis de 10 % a 30 %
- Limitação do 13º e 14º mês a 500€ e abolição para quem ganha mais de 3000€
- Corte de 8 % em benefícios
- Subsídios de pensionistas limitados a 200€ e abolição para quem receber mais de 2500€
- Aumento do IVA
- Aumento de 10 % em tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis
- Imposto sobre bens de luxo 10 %
- Abolição parcial do subsídio de solidariedade
- Liberalizações na legislação laboral vo
- Limites à reforma antecipada
- Taxas verdes
- Liberalização do mercado de energia
- Redução das empresas públicas de 6000 para 2000
- Redução dos municípios de 1000 para 400

2011

- Venda de propriedades
- Privatizações
- Imposto sobre rendimentos aumenta de 1 % a 4 %
- Aumento do IVA em 2% no mercado imobiliário
- Imposto sobre imóveis de 3€ a 20€ por m2
- Imposto sobre rendimentos acima de 8000€ anuais
- Imposto extra sobre rendimentos anuais acima de 12000€


2012 primeira ronda

- Corte 22 % no ordenado mínimo
- Abolição de um dos subsídios
- 150,000 despedimentos
- Cortes nas pensões
- Nova liberalização na legislação laboral  
- Cortes na saúde e na defesa
- Sectores da indústria passam a puder baixar salários
- Mais privatizações

2012 segunda ronda

- Nova liberalização na legislação laboral (outra vez?)
- «Junção» de subsistemas de saúde
- Aumento do IVA
- Aumento do IVA da restauração para 23 %
- Novo imposto sobre tabaco, bebidas e combustíveis
- Corte de 20 % em salários da função pública
- Corte de 30 % nos salários dos funcionários de empresas do estado
- Despedimentos
- Cortes na educação
- Fecho de 1976 escolas
- Pensões acima de 1000€ levam corte de 20 %
- Pensionistas com 55 anos perdem 40 % da pensão se for superior a 1000€


2014

- 30,000 pessoas enviadas para casa um ano com corte de 60 % no salário.
 


Que o Syriza não ceda, já chega de imposição de cortes, já chega de humilhar um povo irmão. (são pessoas caraças, deixem-se lá de tretas e de ideologias e ajudem esta gente)
 

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publicado às 23:54

Cunhal, o esquecido

por Hugo Sampaio, em 13.06.15

Passam dez anos desde o dia que Portugal se vestiu de vermelho no adeus a Cunhal e talvez por distracção minha não terei reparado em qualquer noticia nos telejornais. Prefiro pensar que foi só desatenção, não quero sequer pensar que os meios de comunicação se tenham esquecido de relembrar a partida deste camarada principalmente nesta altura em que vivemos assaltados por uma direita cega de ideologia criminosa.

Cunhal foi sem dúvida dos portugueses que mais deram da sua vida na luta contra o fascismo e pelos direitos das classes mais pobres e dos trabalhadores, foi perseguido, foi agredido, foi preso e agora por muito esquecido.

 

É hora de pensar, de agradecer, de lembrar Cunhal e a sua força na luta. Até sempre camarada, nunca serás esquecido por aqueles que estão na rua sempre que a rua nos chama. 

 

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publicado às 19:30

Pó no bolso, ar na carteira

por Hugo Sampaio, em 05.06.15

Abri à pouco o expresso e encontrei uma noticia com valor e com palavras de Carlos Farinha Rodrigues.

Parece que, para a admiração de todos, a austeridade cega e ideológica dos últimos anos traduziu-se num recuo nos indicadores sociais, (podem expressar aquele "oh" de admiração verdadeira e espontânea). Não? Pois, já toda a gente percebeu a dor na carteira, a dor a meio do mês quando o dinheiro já começa a faltar, agora imaginem aqueles que têm ainda menos, imaginem a privação de não puder comprar comida para os vossos filhos. Imaginem agora as crianças e os jovens que de 2009 a 2013 empobreceram mais 3% chegando aos 25.6%.

25.6% das crianças e jovens vivem na pobreza, é um número obsceno.

Já imaginaram esses valores tristes e obscenos, essas dificuldades? Então agora agradeçam ao PSD e CDS.

2015-06-04-risco-de-pobreza.jpg

"O padrão de evolução da desigualdade na distribuição do rendimento atrás exposto colide fortemente com um dos principais argumentos evocado pelos actuais decisores políticos: o de que as políticas de austeridade, como os cortes dos salários e das pensões, tentaram sempre isentar as famílias e os indivíduos mais pobres." 

 

2015-06-04-RendimentodporAdulto.jpg

Está aqui a prova de quem paga a crise, quem é o porquinho mealheiro do governo. Ser pobre sai caro em Portugal graças a um governo subserviente ao capital financeiro. 

PS: Obrigado Passos pela tua ajuda a tornares a minha carteira mais vazia e menos pesada, as minhas costas agradecem mas a asma já acusa problemas com o pó. 

 

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publicado às 19:44


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